Quando criança tive
experiências maravilhosas. Minha mãe tinha o hábito de contar história
da sua infância, dos meus tios e avós. Quando acabava a energia, ela
pegava um livro que contava a história de vida da Barbara Eleodora (não
sei quem era o autor dele, pois ela não se preocupava com isso - só
cursou até o quarto ano, como ela dizia), só que pelo fato dessa
personagem ter morado numa cidade do interior de Minas Gerais e por ela
também ter nascido e vivido em Minas, algumas fases da vida das duas se
cruzavam, principalmente as histórias de vida, as várias dificuldades,
as grandes vontades e a impossibilidade de ter, comprar, e concretizar
um sonho. Tudo issso na verdade era um meio de ocupar eu e minha irmã.
As histórias que ela contava nos fazia viajar entre as personagens,
suas aventuras, suas realidades e dificuldades. Cada vez que ela falava
sobre a vida dela, ela pegava este livro e comparava com a dela e nós
aprendemos que através da leitura podemos realizar nossos grandes sonhos
e superar nossas necessidades e frustrações. Foi assim que eu me
apaixonei pela leitura e resolvi me dedicar. Minha irmã também,
formou-se em pedagogia leciona até hoje e é uma grande contadora de
história na cidade de Santa Isabel, interior de São Paulo.
Esta experiência vou contá-la até os meus últimos dias e meus filhos também.
Dá até vontade de ouvir uma história. Lendo este depoimento, lembro do projeto "Contadores de histórias" que era mantido pela Associação Crescer Sempre na comunidade de Paraisópolis. São experiências como esta beneficiam uma criança. A leitura é um caminho para muitas outras atividades que um cidadão possa vir a desempenhar na sociedade.
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