segunda-feira, 17 de junho de 2013

Acrescentando considerações:

Texto: "Avestruz"

A narrativa da crônica "Avestruz" apresenta no vocabulário além da palavra TPM, menopausa, struthio camelus australis, Higienópolis, gigolô, e-mail, mouse. Abrem, dentro da sequência didática, a possibilidade de trabalhar com as outras áreas do conhecimento e transformar a leitura da crônica numa ferramenta rica

em aprendizagem. O ovo da Avestruz? Quem já viu? Por que ele não é proporcional ao seu tamanho? Será que Deus errou na anatomia da Avestruz?

No texto, "Pausa", durante a leitura, eu coloquei: Identificar se o autor jogou com palavras para provocar mais de uma interpretação.

Com o quê Samuel sonhava enquanto dormia no hotel?

Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor.

O hotel : pequeno e sujo. ..."duas mulheres gordas, de chambre floreado,... -Aqui, meu bem!.."."Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave".

Samuel foi trabalhar conforme disse para sua mulher?

Samuel saiu para procurar outras mulheres?

"Ofegante, fechou a porta à chaves." Ficou com medo das mulheres? Por quê?

Dá para inferir pelo sonho a possibilidade de Samuel ter outra opção sexual?

Samuel esconde da mulher aonde vai, esconde do porteiro seu nome, ele não poderia esconder sua opção sexual?

Pausar o quê, pausar para quê, pausar por quê?

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